Vivemos uma época curiosa. Nunca foi tão fácil saber quantas pessoas aparentemente nos acompanham e, ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil compreender quantas pessoas realmente impactamos. Abrimos uma rede social e imediatamente encontramos números: seguidores, visualizações, curtidas, compartilhamentos, alcance, impressões, comentários, tempo de retenção e crescimento percentual da audiência. Transformamos pessoas em métricas e começamos a acreditar que o tamanho do número exibido ao lado de uma fotografia representa, automaticamente, o tamanho da nossa importância.
“Tenho 100 mil seguidores.”
“Meu perfil alcançou 2 milhões de pessoas.”
“Meu vídeo teve 5 milhões de visualizações.”
“Minha comunidade ultrapassou 500 mil membros.”
Tudo isso pode ser verdadeiro. Mas existe uma pergunta muito mais desconfortável, raramente feita por quem vive da exposição pública:
O que exatamente essas pessoas ganharam por terem dedicado alguns minutos da vida delas para me acompanhar?Porque seguidores não são apenas números acumulados em uma plataforma. São pessoas que entregaram algo extremamente valioso e impossível de recuperar: o seu tempo.
Cada visualização representa segundos ou minutos da vida de alguém. Cada vídeo assistido, cada publicação lida, cada comentário escrito e cada transmissão acompanhada consomem uma parcela do recurso mais escasso que possuímos. Dinheiro pode ser recuperado. Patrimônio pode ser reconstruído. Empresas podem falir e nascer novamente, tempo, não.
Talvez por isso esteja chegando o momento de discutirmos uma espécie de responsabilidade social da influência.
As plataformas digitais desenvolveram um dos modelos econômicos mais eficientes da história recente: transformar atenção humana em receita.
Quanto mais tempo permanecemos conectados, mais conteúdos consumimos. Quanto mais conteúdos consumimos, mais dados produzimos. Quanto mais dados produzimos, mais eficientes tornam-se os mecanismos de recomendação, segmentação e publicidade.
Nesse ecossistema, o criador de conteúdo ocupa uma posição estratégica. Ele é simultaneamente produtor, distribuidor e captador de atenção.
O problema começa quando conquistar atenção se transforma no objetivo final.
Para crescer nas redes sociais, rapidamente aprendemos algumas regras.
- Conteúdos emocionais geralmente circulam mais.
- Conflitos geram comentários. Indignação aumenta compartilhamentos.
- Polêmicas produzem alcance.
- Simplificações facilitam o consumo.
- Promessas exageradas despertam curiosidade.
- Títulos alarmistas atraem cliques.
Pouco importa se, depois de consumir aquele conteúdo, a pessoa compreendeu melhor o mundo, tomou uma decisão mais consciente, desenvolveu uma competência, conheceu uma oportunidade ou simplesmente desperdiçou alguns minutos. O algoritmo contabiliza engajamento, a sociedade, por outro lado, deveria começar a contabilizar impacto.
Talvez uma das maiores confusões da sociedade digital esteja em utilizar essas palavras como sinônimos.
Uma pessoa pode possuir enorme audiência e exercer pouca influência concreta sobre a vida de seus seguidores. Pode exercer influência e utilizá-la para estimular comportamentos prejudiciais. Pode ser extremamente relevante dentro de uma comunidade e utilizar essa relevância apenas para benefício próprio, utilidade é outra coisa.
Ser útil significa produzir algum tipo de valor para quem está do outro lado da tela.Esse valor não precisa ser necessariamente educacional, acadêmico ou profissional. Entretenimento também possui valor. Humor pode aliviar momentos difíceis. Música pode emocionar. Arte pode ampliar nossa percepção do mundo. Esporte pode inspirar disciplina e superação. Uma conversa pode diminuir a sensação de solidão.
O problema não está em produzir conteúdo leve. O problema está em construir gigantescas audiências sem jamais refletir sobre a responsabilidade que acompanha a capacidade de falar diariamente com milhares ou milhões de pessoas.
Imagine alguém que possui três milhões de seguidores. Se apenas 1% dessa audiência modificar positivamente algum comportamento por influência daquela pessoa, estamos falando de 30 mil seres humanos.
Pouquíssimos professores terão 30 mil alunos durante toda a carreira. Pouquíssimos médicos atenderão 30 mil pacientes. Pouquíssimos líderes empresariais comandarão organizações com 30 mil funcionários. Entretanto, uma pessoa com um telefone celular pode conversar diariamente com uma audiência desse tamanho. Isso não deveria ser tratado apenas como oportunidade comercial. Deveria ser compreendido também como responsabilidade.
Existe um exercício mental interessante. Imagine retirar os números da tela e substituir seguidores por pessoas reais. Imagine 10 mil pessoas reunidas em um estádio esperando para ouvir você, agora imagine 100 mil, um milhão, cinco milhões de pessoas. O que você diria? Mostraria mais uma publicidade de um produto que provavelmente nunca utilizou? Criaria mais uma polêmica artificial para aumentar o alcance? Exibiria uma rotina cuidadosamente construída para provocar comparação e inveja? Prometeria enriquecimento rápido? Venderia um estilo de vida impossível para a maioria das pessoas? Ou aproveitaria alguns minutos daquela atenção coletiva para oferecer algo que pudesse melhorar, ainda que minimamente, a vida de quem decidiu ouvir você?
A tela produz uma perigosa abstração.Quando enxergamos “1,2 milhão de seguidores”, deixamos de perceber 1,2 milhão de indivíduos. São estudantes procurando orientação, profissionais tentando melhorar suas carreiras, empreendedores enfrentando dificuldades, pessoas solitárias buscando companhia, jovens tentando compreender quem são, pais tentando educar seus filhos, pessoas procurando informação, esperança, distração, pertencimento ou simplesmente alguma direção.
A influência digital frequentemente esqueceu que existem seres humanos atrás das métricas.Durante grande parte da história, a notoriedade geralmente era consequência de alguma realização anterior.
Uma pessoa tornava-se conhecida porque era escritora, cientista, artista, atleta, empresária, política, pesquisadora, inventora ou profissional reconhecida em determinada atividade. A fama era consequência.
As redes sociais inverteram parcialmente essa lógica. Hoje é possível transformar visibilidade na própria profissão. Existem pessoas cuja principal atividade econômica consiste em permanecer visíveis. Precisam publicar constantemente porque desaparecer do feed significa desaparecer economicamente. Precisam produzir opiniões sobre praticamente qualquer assunto porque o silêncio reduz alcance. Precisam participar de polêmicas porque conflitos mantêm seus nomes circulando.
Precisam transformar viagens, relacionamentos, filhos, refeições, casas, carros, dificuldades e acontecimentos pessoais em conteúdo porque a própria vida tornou-se matéria-prima para alimentar a audiência.
Gradualmente, surge uma indústria de pessoas famosas por administrar a própria fama. Não há necessariamente algo errado nisso.
O problema surge quando milhões de pessoas passam a dedicar bilhões de horas coletivas acompanhando pessoas que pouco acrescentam às suas vidas.
Talvez devêssemos perguntar não apenas quem produz esse conteúdo. Deveríamos perguntar também quem está pagando a conta. Porque estamos pagando. Com atenção. Com tempo. Com ansiedade. Com comparação social. Com expectativas irreais. E, algumas vezes, com dinheiro.
Quantos seguidores você ajudou a crescer profissionalmente? Essa talvez seja uma pergunta interessante para qualquer pessoa que possua uma audiência relevante. Quantas oportunidades você compartilhou? Quantos pequenos negócios você apresentou gratuitamente à sua comunidade? Quantos livros recomendou? Quantos profissionais desconhecidos ajudou a tornar visíveis? Quantas iniciativas sociais divulgou? Quantas pessoas ensinou? Quantas informações verificou antes de compartilhar?
Quantas vezes utilizou sua audiência para estimular reflexão em vez de simplesmente provocar reação?Quantas pessoas conseguiram um emprego, iniciaram um negócio, aprenderam alguma coisa, mudaram uma decisão ou descobriram uma oportunidade porque acompanharam você?
É evidente que ninguém precisa transformar seu perfil pessoal em organização filantrópica.
Criadores de conteúdo precisam ganhar dinheiro. Empresas precisam vender. Profissionais precisam construir reputação. Publicidade, patrocínios e produtos fazem parte da economia digital. A questão é outra.
Depois de retirar toda a publicidade, autopromoção, exposição pessoal e necessidade de permanecer relevante, quanto valor sobra para quem está do outro lado?
A monetização da influência criou uma pergunta incômoda: quem está servindo quem? Em teoria, criadores produzem conteúdo para suas comunidades. Na prática, frequentemente as comunidades são construídas para servir aos criadores.
- Seguidores aumentam valor publicitário.
- Seguidores atraem patrocinadores.
- Seguidores compram cursos.
- Seguidores consomem produtos.
- Seguidores participam de eventos.
- Seguidores geram dados.
- Seguidores ampliam alcance.
- Seguidores defendem seus ídolos em conflitos públicos.
- Seguidores trabalham gratuitamente distribuindo conteúdos por meio de compartilhamentos.
Talvez seja necessário inverter a pergunta tradicional.
Em vez de perguntar “como posso monetizar minha audiência?”, poderíamos perguntar: “como posso utilizar minha audiência para gerar valor para as pessoas que me permitiram construí-la?”
Existe uma diferença enorme entre construir uma comunidade e acumular uma plateia. Plateias assistem. Comunidades participam. Plateias consomem. Comunidades compartilham conhecimento. Plateias aumentam números. Comunidades produzem oportunidades.
Talvez o verdadeiro patrimônio digital do futuro não seja o número de seguidores, mas a capacidade de transformar audiência em redes humanas capazes de gerar conhecimento, negócios, relacionamentos, oportunidades e impacto social.
O algoritmo não possui consciência. Nós deveríamos possuirÉ fácil culpar as plataformas digitais, pois:
- “O algoritmo favorece conteúdo superficial.”
- “O algoritmo privilegia polêmicas.”
- “O algoritmo reduz o alcance de conteúdos educativos.”
- “O algoritmo exige frequência.”
Talvez tudo isso tenha alguma parcela de verdade. Mas algoritmos não possuem responsabilidade moral. Pessoas possuem.
Se descobrimos que conteúdos mentirosos produzem mais visualizações, continuamos responsáveis quando decidimos publicá-los. Se percebemos que conflitos artificiais aumentam engajamento, continuamos responsáveis quando decidimos provocá-los. Se sabemos que nossa audiência confia em nossas recomendações, continuamos responsáveis pelos produtos, serviços, investimentos, comportamentos e ideias que promovemos.
A tecnologia amplificou nossa capacidade de comunicação. Não ampliou automaticamente nossa maturidade para utilizá-la. Esse talvez seja um dos maiores desafios da sociedade digital.
Entregamos megafones capazes de alcançar milhões de pessoas antes de discutirmos suficientemente a responsabilidade de quem segura esses megafones.
Existe algo profundamente errado quando números substituem propósitoConheço pessoas que comemoram cada novo marco de seguidores. Dez mil, cinquenta mil, cem mil, um milhão.
Existe uma satisfação compreensível nisso. Construir audiência exige trabalho, consistência, capacidade de comunicação e conhecimento sobre plataformas. Mas existe uma pergunta que raramente acompanha essas comemorações:
Agora que mais pessoas estão me ouvindo, o que pretendo fazer com essa capacidade?Porque crescer apenas para continuar crescendo é uma lógica vazia. É como construir o maior auditório do mundo sem ter nada relevante para dizer. É como possuir uma biblioteca gigantesca sem nenhum livro. É como administrar uma universidade sem ensinar. É como possuir uma emissora de televisão que transmite 24 horas por dia sem jamais se perguntar se aquilo que exibe melhora ou empobrece a sociedade.
O tamanho da audiência deveria ampliar proporcionalmente o tamanho da reflexão sobre responsabilidade.Quanto maior o alcance, maior deveria ser o cuidado. Quanto maior a confiança, maior deveria ser a responsabilidade. Quanto maior a influência, maior deveria ser a preocupação com as consequências.
As plataformas nos ensinaram a medir praticamente tudo. Sabemos quantas pessoas visualizaram, quantas curtiram, quantas compartilharam, quantas comentaram, quantas começaram a assistir, quantas abandonaram, quantas compraram.
Mas talvez as métricas mais importantes sejam justamente aquelas que os painéis das redes sociais não conseguem mostrar:
- Quantas pessoas aprenderam alguma coisa?
- Quantas mudaram uma decisão?
- Quantas descobriram uma oportunidade?
- Quantas passaram a compreender melhor um problema?
- Quantas foram incentivadas a estudar?
- Quantas começaram um projeto?
- Quantas ajudaram outra pessoa?
- Quantas encontraram esperança?
- Quantas utilizaram aquele conhecimento para melhorar a própria vida?
Essas métricas são difíceis de transformar em gráficos, mas talvez sejam muito mais importantes.
No final, todos nós estamos administrando um pequeno pedaço da atenção humanaAlguns administram a atenção de centenas de pessoas, outros, de milhares. Alguns poucos, de milhões. Mas qualquer pessoa que publique conteúdo participa dessa economia.
A pergunta não deveria ser apenas quantas pessoas conseguimos alcançar, deveria ser o que fazemos depois que conseguimos alcançá-las.
Porque existe uma diferença enorme entre ser visto e ser necessário. Entre ser conhecido e ser respeitado. Entre gerar engajamento e gerar transformação. Entre possuir seguidores e construir uma comunidade.
Talvez, daqui a algumas décadas, ninguém se lembre de quantas visualizações tivemos, quantos seguidores acumulamos ou quantas vezes nossos nomes apareceram nas tendências.
Mas algumas pessoas poderão lembrar de uma oportunidade que descobriram, de um conhecimento que adquiriram, de uma decisão que mudaram, de uma ajuda que receberam ou de uma ideia que transformou suas vidas porque, em algum momento, decidiram acompanhar aquilo que produzimos.
Por isso, talvez a pergunta mais importante para qualquer pessoa que possua uma audiência não seja:
Quantos seguidores eu tenho? Mas sim:
Se todas essas pessoas deixassem de me seguir amanhã, o que de útil permaneceria na vida delas depois de terem passado algum tempo comigo?
A resposta para essa pergunta talvez seja a única métrica de influência que realmente importa.
E o que eu tenho feito com as pessoas que me acompanham?
Depois de escrever tudo isso, seria incoerente não direcionar a mesma pergunta para mim. Eu não tenho milhões de seguidores e, sinceramente, nunca tive a pretensão de tê-los. No LinkedIn, sou acompanhado por algo em torno de 8.600 pessoas, um número pequeno quando comparado às grandes celebridades digitais, mas também administro um grupo que reúne mais de 360 mil profissionais. Quando penso nesses números, procuro não enxergá-los apenas como métricas de alcance. Tento lembrar que, por trás de cada perfil, existe alguém que pode estar procurando uma informação, uma oportunidade, uma reflexão ou simplesmente uma ideia capaz de ajudá-lo em algum momento da vida.
É por essa razão que procuro produzir e compartilhar conteúdos que considero úteis. Não faço isso movido pela necessidade de aparecer, muito menos pela ambição de me transformar em uma celebridade das redes sociais. Aos 60 anos, depois de uma trajetória profissional iniciada ainda muito jovem, acumulei experiências, acertos, erros, aprendizados, fracassos, recomeços e histórias que acredito que possam ser úteis quando compartilhadas. Em um mundo no qual somos diariamente soterrados por uma quantidade gigantesca de informações vazias, superficiais e descartáveis, acredito que compartilhar conhecimento adquirido ao longo da vida seja também uma forma de devolver alguma coisa à sociedade.
Foi com esse mesmo espírito que criei, ao lado de um grupo de pessoas que considero memoráveis, a TV Humana. Construímos uma Web TV dedicada à produção e à distribuição de conteúdo que consideramos de alto nível, procurando deliberadamente fugir de muitos dos gatilhos de atenção que critiquei ao longo deste artigo. Não queremos depender da polêmica artificial, da indignação fabricada, do sensacionalismo ou da superficialidade para conquistar audiência. Nosso propósito é produzir conhecimento, compartilhar experiências, provocar reflexões e fazer esse conteúdo chegar a quem possa aproveitá-lo. Nosso objetivo não é necessariamente alcançar milhões de pessoas. Se um conteúdo produzido por nós chegar a poucas centenas e, entre elas, algumas aprenderem algo, modificarem uma decisão, encontrarem uma oportunidade ou enxergarem determinado assunto por uma perspectiva diferente, então, para nós, aquele conteúdo já cumpriu uma função.
Essa preocupação, aliás, não começou agora. Em 1997, quando a internet brasileira ainda dava seus primeiros passos e poucas pessoas compreendiam o impacto que ela teria sobre nossas vidas, fui um dos pioneiros na criação de plataformas digitais voltadas a currículos e oportunidades de trabalho ao fundar o empregos.net. Desde o princípio, minha visão era de que aquele deveria ser um serviço gratuito para quem procurava emprego e, ao mesmo tempo, um espaço capaz de oferecer conteúdo e informação útil às pessoas que buscavam construir ou reconstruir suas trajetórias profissionais. Muito antes de falarmos em seguidores, influenciadores, engajamento ou economia da atenção, eu já acreditava que a tecnologia poderia servir como uma ponte entre pessoas, conhecimento e oportunidades.
Talvez seja justamente essa a reflexão que procuro carregar até hoje. Não importa se temos 800, 8 mil, 80 mil ou 8 milhões de pessoas nos acompanhando. O número, isoladamente, diz muito pouco sobre aquilo que realmente construímos. O que importa é o que decidimos fazer com a atenção que essas pessoas voluntariamente nos concedem. Eu não sei quantas pessoas consegui ajudar ao longo dessa trajetória e provavelmente nunca terei uma métrica capaz de responder a essa pergunta com precisão. Mas sei qual é a direção que escolhi seguir:
Continuar tentando transformar experiência em conhecimento, conhecimento em conteúdo e conteúdo em alguma forma de utilidade para quem estiver disposto a dedicar alguns minutos de sua vida para me ouvir ou ler.
No final das contas, talvez eu nunca tenha milhões de seguidores. E tudo bem. Prefiro que algumas pessoas possam dizer que encontraram algo útil no que construí, escrevi ou compartilhei, do que acumular uma multidão incapaz de se lembrar por que, algum dia, decidiu me seguir.
Referências bibliográficas
Referências
ALTER, Adam. Irresistible: The Rise of Addictive Technology and the Business of Keeping Us Hooked. New York: Penguin Press, 2017. Disponível em: Penguin Random House.
BERGER, Jonah. Contagious: Why Things Catch On. New York: Simon & Schuster, 2013. Disponível em: Simon & Schuster.
CIALDINI, Robert B. Influence: The Psychology of Persuasion. New York: Harper Business, edição revisada, 2021. Disponível em: HarperCollins.
HARRIS, Tristan. How Technology Is Hijacking Your Mind, from a Magician and Google Design Ethicist. Thrive Global, 2016. Disponível em: Center for Humane Technology.
KAHNEMAN, Daniel. Thinking, Fast and Slow. New York: Farrar, Straus and Giroux, 2011. Disponível em: Macmillan Publishers.
NEWMAN, Nic et al. Reuters Institute Digital News Report 2025. Oxford: Reuters Institute for the Study of Journalism, University of Oxford, 2025. Disponível em: Reuters Institute Digital News Report 2025.
ORLOWSKI, Jeff. The Social Dilemma. Netflix, 2020. Disponível em: The Social Dilemma na Netflix.
TWENGE, Jean M. Generations: The Real Differences Between Gen Z, Millennials, Gen X, Boomers, and Silents, and What They Mean for America's Future. New York: Atria Books, 2023. Disponível em: Simon & Schuster.
ZUBOFF, Shoshana. The Age of Surveillance Capitalism: The Fight for a Human Future at the New Frontier of Power. New York: PublicAffairs, 2019. Disponível em: Hachette Book Group.