Há uma pergunta aparentemente simples que deveríamos fazer com muito mais frequência: afinal, para que trabalhamos? A resposta tradicional parece óbvia.
Trabalhamos para construir uma vida, conquistar uma casa, alimentar nossa família, educar nossos filhos, viajar, descansar, realizar projetos, acumular algum patrimônio e chegar à velhice com um mínimo de segurança.
Em teoria, portanto, o trabalho deveria ser um instrumento a serviço da vida. O problema é que, para milhões de pessoas, essa lógica foi silenciosamente invertida. Elas já não trabalham para viver, mas vivem para conseguir continuar trabalhando.
No Brasil, milhões de trabalhadores acordam cedo, enfrentam trânsito, transporte público lotado, longos deslocamentos, pressão, metas, cobranças e jornadas que frequentemente ultrapassam as horas formalmente registradas no contrato de trabalho. Passam a maior parte do período em que estão acordados longe de suas casas e das pessoas que amam e, quando finalmente retornam, muitas vezes estão cansados demais para usufruir aquilo que passaram o mês inteiro tentando sustentar. No final de algumas semanas, recebem o salário e imediatamente começam a distribuí-lo entre aluguel ou financiamento, supermercado, energia elétrica, água, transporte, internet, medicamentos, prestações e dívidas acumuladas. Quando terminam de pagar o necessário, frequentemente não sobra dinheiro suficiente para construir patrimônio, investir ou simplesmente fazer planos de longo prazo.
Então chega um novo mês e tudo começa novamente.
Essa talvez seja uma das características mais perversas da vida econômica contemporânea: o salário que deveria representar progresso passou, para uma parcela significativa da população, a funcionar como uma espécie de autorização temporária para continuar existindo. Trabalha-se durante aproximadamente 30 dias para conseguir financiar os próximos 30. O dinheiro entra, as contas o consomem e o trabalhador retorna ao ponto de partida. Existe renda, existe trabalho, existe esforço, mas praticamente não existe acumulação. O indivíduo se movimenta permanentemente sem necessariamente sair do lugar.
Essa realidade me faz lembrar do filme O Preço do Amanhã, título brasileiro de In Time, lançado em 2011 e dirigido por Andrew Niccol. Na história, a sociedade desenvolveu um sistema econômico no qual o tempo substituiu completamente o dinheiro. As pessoas deixam de envelhecer fisicamente aos 25 anos, mas passam a carregar no próprio corpo um relógio regressivo que determina quanto tempo ainda possuem de vida. Trabalham para ganhar minutos, horas e dias, compram alimentos pagando com tempo, utilizam transportes entregando minutos de existência e precisam constantemente conseguir mais tempo para impedir que seu relógio chegue a zero. Os ricos acumulam décadas ou séculos e podem, na prática, viver indefinidamente, enquanto os pobres acordam diariamente sem saber se terão tempo suficiente para chegar vivos ao dia seguinte.
À primeira vista, trata-se apenas de uma distopia de ficção científica. Entretanto, talvez uma das grandes virtudes da ficção seja justamente exagerar determinadas características da realidade até que sejamos obrigados a enxergá-las. Porque, se analisarmos cuidadosamente, perceberemos que nossa moeda também é o tempo. A diferença é que não conseguimos visualizar um relógio digital brilhando em nossos braços.
Quando alguém recebe um salário em troca de oito horas diárias de trabalho, não está simplesmente vendendo conhecimento, habilidade técnica ou força produtiva. Está entregando uma parcela irreversível da própria existência. O dinheiro recebido pode desaparecer e voltar. Um patrimônio perdido pode eventualmente ser reconstruído. Uma empresa pode falir e outra pode ser criada. Até determinadas oportunidades podem reaparecer. O tempo, entretanto, possui uma característica absolutamente diferente de qualquer outro recurso econômico: ele é irrecuperável.
Uma hora vivida nunca poderá ser comprada novamente.Talvez, portanto, estejamos utilizando a unidade de medida errada quando discutimos riqueza e pobreza. Costumamos medir a condição econômica de uma pessoa pela quantidade de dinheiro que ela recebe, pelo patrimônio que acumulou ou pelos bens que consegue consumir. Mas poderíamos acrescentar outra variável a essa equação: quanto tempo de sua própria vida uma pessoa precisa entregar para financiar sua existência?
Quanto custa uma hora da sua vida?
Imagine se, em vez de observarmos os preços apenas em reais, começássemos a convertê-los em horas de vida. Um jantar deixaria de custar apenas R$ 100 e passaria a custar determinada quantidade de horas de trabalho. Um telefone celular poderia representar semanas de existência profissional. Um automóvel poderia significar meses ou anos de trabalho. Um financiamento imobiliário de 30 anos adquiriria uma dimensão ainda mais simbólica quando percebêssemos que parte significativa da vida adulta de uma pessoa estará comprometida com o pagamento daquele patrimônio.
Essa conversão altera profundamente nossa percepção sobre consumo e renda, porque revela algo que normalmente permanece escondido: não compramos coisas apenas com dinheiro, compramos com o tempo que utilizamos para produzir esse dinheiro. Cada objeto adquirido representa uma determinada quantidade de horas da nossa existência convertidas em moeda.
O problema se torna particularmente grave quando grande parte desse tempo precisa ser utilizada apenas para garantir necessidades básicas. Dados do DIEESE mostram que existe uma distância significativa entre o salário mínimo oficial e o chamado salário mínimo necessário, estimado pela instituição com base nas despesas consideradas essenciais para uma família. Essa diferença ajuda a compreender por que milhões de trabalhadores podem estar formalmente empregados e, ainda assim, experimentar permanentemente a sensação de insegurança financeira.
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE em parceria com a Conab, oferece outra perspectiva interessante porque transforma o custo da alimentação justamente em horas de trabalho. Dependendo da cidade e do período analisado, um trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisa dedicar uma quantidade expressiva de sua jornada mensal apenas para adquirir os alimentos básicos pesquisados. Antes mesmo de pensar em moradia, energia elétrica, transporte, saúde, educação, lazer ou formação de uma reserva financeira, uma parcela relevante de seu tempo produtivo já foi comprometida simplesmente com a necessidade biológica de continuar vivo.
Quando observamos a economia dessa maneira, a metáfora de O Preço do Amanhã deixa de parecer tão distante. No filme, as pessoas trabalham para conseguir mais algumas horas no relógio. Na vida real, trabalhamos para conseguir dinheiro suficiente para pagar alimentação, moradia, energia e transporte durante mais algumas semanas. A diferença fundamental talvez seja apenas visual: os personagens do filme conseguem enxergar exatamente quanto tempo ainda possuem, enquanto nós enxergamos apenas o saldo da conta bancária.
Trabalhamos para pagar nossa moradia, mas quase não temos tempo para viver
Existe outro paradoxo particularmente interessante na sociedade moderna. Muitas pessoas passam décadas trabalhando para pagar uma casa na qual permanecem acordadas poucas horas por dia. Saem cedo, passam horas no deslocamento, trabalham durante toda a jornada, enfrentam novamente o trânsito no retorno e chegam ao imóvel que tanto custa manter apenas para realizar algumas tarefas domésticas, jantar e dormir. Na manhã seguinte, abandonam novamente a casa que trabalham tanto para pagar e retornam ao trabalho necessário para continuar pagando por ela.
Essa contradição se torna ainda mais evidente quando incorporamos o deslocamento à jornada real. Uma pessoa pode ter um contrato formal de oito horas diárias, mas gastar uma hora e meia para chegar ao trabalho e outra hora e meia para retornar. Na prática, onze horas daquele dia foram organizadas em função da atividade profissional. O contrato contabiliza oito horas, mas a vida entregou onze.
Quando multiplicamos essa diferença por semanas, meses, anos e décadas, percebemos que o custo real do trabalho não pode ser medido exclusivamente pela jornada registrada. Existe uma enorme quantidade de tempo invisível dedicada à preparação para trabalhar, ao deslocamento e, cada vez mais, à disponibilidade digital fora do expediente. O celular transformou muitos profissionais em trabalhadores permanentemente acessíveis, permitindo que mensagens, cobranças e problemas profissionais atravessem a fronteira que antes separava o escritório da vida privada.
O resultado é uma sociedade que conseguiu aumentar extraordinariamente sua produtividade tecnológica, mas que ainda precisa discutir se esse ganho de produtividade está efetivamente sendo convertido em mais qualidade de vida e mais tempo disponível para as pessoas.
A sociedade do "tomara que nada aconteça"
Talvez uma das formas mais cruéis de pobreza contemporânea seja viver sem margem. Não necessariamente sem renda, mas sem margem financeira, temporal e emocional para enfrentar qualquer acontecimento inesperado. É possível estar empregado, receber salário todos os meses, pagar as contas regularmente e, ainda assim, viver permanentemente a poucos acontecimentos de uma crise financeira.
É a família que consegue equilibrar o orçamento desde que o carro não quebre, ninguém fique doente, o aluguel não aumente, a geladeira continue funcionando, nenhum filho tenha uma despesa inesperada e ninguém perca o emprego. Enquanto absolutamente tudo funciona conforme o planejado, existe uma aparência de estabilidade. Basta, entretanto, uma variável sair do lugar para que o cartão de crédito seja utilizado, uma dívida seja criada e os meses seguintes passem a ser dedicados ao pagamento de um problema ocorrido no passado.
Essa condição foi de tal maneira normalizada que frequentemente confundimos sobrevivência financeira com estabilidade econômica. Se uma pessoa recebe seu salário, paga todas as contas e chega ao final do mês sem dinheiro, costumamos dizer que ela conseguiu "fechar o mês". Mas o que exatamente foi construído durante aquele período? Se depois de centenas de horas de trabalho o indivíduo retorna financeiramente ao mesmo ponto em que começou, talvez seja necessário questionar se estamos falando de progresso ou simplesmente de manutenção da existência.
É como se o trabalhador tivesse conseguido colocar mais 30 dias no relógio.
Quando o sistema transforma o cansado em culpado
Existe ainda uma dimensão especialmente perversa nessa discussão: a tendência de transformar problemas econômicos complexos exclusivamente em falhas individuais. Se alguém ganha pouco, rapidamente surge a recomendação para estudar mais. Se trabalha demais, precisa aprender a administrar melhor o tempo. Se não consegue economizar, deve cortar despesas. Se não consegue comprar uma casa, deveria ter planejado melhor a vida financeira. Se está endividado, faltou educação financeira. Se não consegue crescer profissionalmente, deveria ter se qualificado mais.
Evidentemente, responsabilidade individual existe e não pode ser ignorada. Educação, disciplina, planejamento, qualificação profissional e boas decisões financeiras fazem diferença na trajetória de qualquer pessoa. O problema começa quando utilizamos o mérito individual como uma explicação universal para fenômenos que possuem dimensões econômicas, sociais e estruturais muito maiores.
Milhões de pessoas desempregadas, subempregadas ou inseridas em trabalhos de baixa remuneração não podem ser explicadas simplesmente por uma suposta falta coletiva de esforço. Da mesma maneira, diferenças regionais de renda, acesso desigual à educação, condições familiares distintas e oportunidades profissionais profundamente diferentes influenciam a capacidade de cada indivíduo de transformar trabalho em patrimônio.
O discurso da meritocracia se torna particularmente conveniente quando transforma uma discussão sobre o funcionamento da sociedade em uma avaliação moral sobre o indivíduo. Em vez de perguntar por que alguém que trabalha durante décadas possui tanta dificuldade para acumular patrimônio, pergunta-se por que aquela pessoa não se esforçou mais. Em vez de analisar por que a renda é insuficiente diante do custo de vida, recomenda-se que o trabalhador encontre uma renda adicional. Em vez de questionar a qualidade da vida proporcionada pelo trabalho, ensina-se o indivíduo a suportar melhor o cansaço.
O sistema, dessa forma, consegue realizar uma operação extraordinária: transforma pessoas exaustas em culpadas pela própria exaustão.
A verdadeira riqueza talvez seja possuir o próprio tempo
Durante grande parte da história, riqueza foi associada à acumulação de bens e patrimônio. Terras, ouro, imóveis, empresas, veículos e dinheiro representavam diferentes manifestações do poder econômico. Essa lógica continuará existindo, evidentemente, mas talvez a sociedade contemporânea esteja revelando outra dimensão da riqueza que durante muito tempo foi subestimada: a autonomia sobre o próprio tempo.
Uma pessoa verdadeiramente rica talvez não seja apenas aquela que possui muito dinheiro, mas aquela que possui liberdade suficiente para decidir o que fazer com uma parcela significativa de suas próprias horas. É quem pode recusar um trabalho abusivo porque possui reserva financeira, esperar uma oportunidade melhor sem colocar a sobrevivência da família em risco, dedicar tempo aos filhos, cuidar da saúde, estudar algo novo, desenvolver um projeto pessoal ou simplesmente não fazer nada durante algumas horas sem sentir que isso colocará sua vida financeira em perigo.
Nesse sentido, dinheiro e tempo estão profundamente conectados. O dinheiro permite comprar conveniência, morar mais perto do trabalho, utilizar meios de transporte mais rápidos, contratar serviços, delegar tarefas e reduzir o tempo necessário para resolver problemas cotidianos. Quem possui recursos financeiros consegue, em alguma medida, comprar de volta parcelas do próprio tempo. Quem não possui precisa frequentemente utilizar o próprio tempo como substituto do dinheiro.
Essa talvez seja uma das desigualdades menos discutidas da sociedade. Não existe apenas desigualdade de renda. Existe também uma profunda desigualdade de tempo.
O rico e o pobre possuem, biologicamente, as mesmas 24 horas por dia. Mas isso não significa que tenham as mesmas 24 horas disponíveis. Para algumas pessoas, grande parte dessas horas já nasce comprometida com deslocamentos, múltiplos empregos, cuidados domésticos e atividades necessárias à sobrevivência. Para outras, o patrimônio acumulado permite transformar dinheiro em liberdade de escolha.
Em O Preço do Amanhã, essa desigualdade é apresentada de maneira brutalmente literal. Os pobres vivem correndo porque qualquer atraso pode significar a morte. Os ricos caminham lentamente porque possuem séculos acumulados em seus relógios. Talvez essa seja uma das cenas mais simbólicas do filme: a velocidade com que cada pessoa se movimenta revela sua posição social.
Na nossa sociedade, os relógios não aparecem nos braços, mas a lógica permanece reconhecível. Quem vive sem reserva financeira precisa correr. Quem possui patrimônio pode esperar.
O debate sobre o futuro do trabalho precisa ser também um debate sobre o futuro da vida
Estamos na era de inteligência artificial, automação, robótica e aumento exponencial da produtividade. Máquinas e sistemas são capazes de realizar em minutos tarefas que anteriormente exigiam horas ou dias de trabalho humano. Diante dessa transformação, uma das grandes perguntas das próximas décadas não deveria ser apenas quantos empregos serão criados ou destruídos pela tecnologia, mas quem ficará com o tempo economizado por ela.
Se uma tecnologia permite que uma tarefa de oito horas seja realizada em duas, existem pelo menos duas possibilidades. Podemos utilizar essa produtividade para produzir quatro vezes mais mantendo as pessoas trabalhando durante o mesmo período, ou podemos permitir que parte desse ganho seja transformada em tempo de vida.
Essa talvez seja uma das discussões mais importantes do século XXI.
Durante décadas, acreditamos que o progresso tecnológico libertaria gradualmente as pessoas do trabalho repetitivo e permitiria jornadas menores. Em muitos setores, entretanto, a tecnologia aumentou a produtividade sem necessariamente aumentar na mesma proporção o tempo livre. Produzimos mais, respondemos mais rápido, estamos permanentemente conectados e conseguimos realizar muito mais tarefas por dia. A questão que permanece é se estamos utilizando todo esse progresso para viver melhor ou simplesmente para trabalhar de maneira ainda mais eficiente.
Por isso, talvez precisemos ampliar a maneira como avaliamos a qualidade do trabalho. Não basta perguntar quantas pessoas possuem emprego, qual é o salário médio ou qual é a taxa de desemprego. Precisamos também perguntar que tipo de vida esses empregos permitem construir.
Um trabalho digno deveria permitir mais do que pagar as contas do mês. Deveria proporcionar condições para formar patrimônio, criar uma reserva financeira, descansar, conviver com a família, cuidar da saúde, estudar, desenvolver projetos pessoais e envelhecer com alguma tranquilidade. Caso contrário, teremos construído uma sociedade extremamente eficiente em manter pessoas ocupadas, mas profundamente incompetente em permitir que elas usufruam da própria existência.
Talvez o maior engano do nosso tempo seja acreditar que recebemos dinheiro em troca do nosso trabalho. Na realidade, recebemos dinheiro em troca de uma parte da nossa vida.
A diferença entre uma sociedade próspera e uma sociedade formada por sobreviventes talvez esteja justamente no que cada pessoa consegue fazer com a parte da vida que lhe resta depois do trabalho.
Porque o salário pode voltar no próximo mês, o dinheiro perdido pode eventualmente ser recuperado, uma dívida pode ser paga e um patrimônio pode ser reconstruído. O tempo, entretanto, não aceita renegociação, refinanciamento ou segunda chance.
Cada hora entregue é uma hora que nunca mais estará disponível.
No filme O Preço do Amanhã, todos conseguem olhar para o próprio braço e enxergar o relógio contando regressivamente o tempo que lhes resta. Nós não conseguimos enxergar o nosso.
Talvez seja exatamente por isso que aceitamos vendê-lo tão barato.
Referências e fontes para aprofundamento
DIEESE, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos e estimativas do Salário Mínimo Necessário. Disponível em: DIEESE, Análise da Cesta Básica e Salário Mínimo Necessário.
IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, PNAD Contínua, indicadores sobre trabalho, rendimento e ocupação no Brasil. Disponível em: IBGE, PNAD Contínua.
IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Síntese de Indicadores Sociais, análises sobre condições de vida, mercado de trabalho, desigualdade e distribuição de renda da população brasileira. Disponível em: IBGE, Síntese de Indicadores Sociais.
BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho, CLT. Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Texto legal disponível no Portal da Legislação da Presidência da República, CLT.
NICCOL, Andrew. In Time, lançado no Brasil como O Preço do Amanhã. Estados Unidos, 2011. Filme de ficção científica que apresenta uma sociedade na qual o tempo de vida funciona como moeda, explorando desigualdade econômica, concentração de riqueza e a relação entre trabalho, sobrevivência e tempo. Informações em: 20th Century Studios, In Time.
THOMPSON, E. P. Time, Work-Discipline, and Industrial Capitalism. Past & Present, n. 38, 1967. Estudo clássico sobre a transformação da percepção social do tempo provocada pela industrialização e pela imposição de uma disciplina temporal associada ao trabalho. Disponível em: Oxford Academic, Time, Work-Discipline, and Industrial Capitalism.
GRAEBER, David. Bullshit Jobs: A Theory. Simon & Schuster, 2018. Reflexão sobre trabalhos percebidos pelos próprios trabalhadores como desnecessários e sobre as relações entre emprego, produtividade, sentido do trabalho e organização econômica contemporânea. Disponível em: Simon & Schuster, Bullshit Jobs: A Theory.
KEYNES, John Maynard. Economic Possibilities for our Grandchildren. 1930. Ensaio no qual Keynes imaginava que o avanço tecnológico e o crescimento da produtividade poderiam permitir às gerações futuras uma redução radical da jornada de trabalho. Texto disponível em: Economic Possibilities for our Grandchildren, Yale University.
HARARI, Yuval Noah. 21 Lessons for the 21st Century. Spiegel & Grau, 2018. Discussão sobre os desafios políticos, sociais e econômicos do século XXI, incluindo tecnologia, automação, inteligência artificial e seus possíveis impactos sobre o futuro do trabalho e a organização da sociedade. Mais informações em: Site oficial de Yuval Noah Harari, 21 Lessons for the 21st Century.
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