Me disseram que sou poeta!
Que tenho alma criativa!
Que não sou a pessoa cartesiana que digo ser…
Logo eu
Que escrevo
Para tentar organizar
O caos que me habita
Para me entender
Na genuína intenção
De colocar no mundo
O que muitas vezes
Minha voz não é capaz de dizer
Como posso ser poeta
Se minhas linhas
Contam somente sobre mim?
Minhas dores
Minhas lágrimas
Meu caos
E quase sempre
Sobre minha mania insistente
Teimosa
E empacada
De ver a vida
Com os olhos coloridos do meu Coração.
Eu amei o adjetivo: Poeta!
Achei chique…
Mas não, não sou poeta
Sou só uma cara de pau
Exibida
Obcecada pela missão
De me Conhecer
E Re-Conhecer
Obstinada
E profundamente
E que para isso
Usa as palavras…
Eu aprendi
Nessa caminhada
Que não importa
Se rima
Se ficou bonito
Ou feio
O que vale mesmo
É o Amor que eu nutro
No meu coração
Toda vez
Que pego no lápis…
É sobre incendiar o meu coração…
E eu desejo, do fundo da minha alma, que você também encontre algo que te transborde!

