A exata medida
De se Viver com o Coração Aberto
Mas sem autorizar que aquilo que não serve
Faça morada em nosso jardim
É uma linha tênue
Entre o fechar-se por completo
E o permitir que a Vida flua por dentro da gente.
É quase como
Se houvesse um convite indistinto
“Todos são bem-vindos”
Porém, logo depois da porta de entrada
Uma condição:
“Aqui
Só permanece o Bom
A Verdade
O recíproco
O inteiro
A liberdade
O Amor”
E para garantir
Que se cumpra a condição
É necessário
Olhos atentos
Presença
E a inabalável convicção
De Quem se É
Me lembro de uma das tarefas
De Vasalisa (do livro Mulheres que Correm com Lobos)
Separar o joio do trigo
O que requer
Atenção e discernimento
Para saber
O que é real e o que é fantasia
O que se quer e o que não
O que é meu e o que não me pertence
O que devo nutrir e o que devo extirpar
O que permanece e o que passa...
E na minha jornada
Esse discernimento
Não vem da mente
Vem do Sentir
Quanto mais eu me aproximo do meu Sentir
Mais perspicaz eu fico
O que só me assegura
Que todos os anos que vivi
Fingindo não sentir
Só me serviram uma vida morna
Mais um motivo
Para a minha escolha
Sempre ser
Ver e viver o mundo
Com os Olhos do Coração
Por aqui eu sigo incendiando esse Coração porque esse é o fogo que Alimenta minha Alma

