Do que falam meus silêncios?
Às vezes do que me sobra
Esses são os meus silêncios Inocentes
Mas os doídos
Falam do que me falta
Não exatamente do que falta
Mas daquilo que me roubaram
Existem roubos que não são de coisas
Aliás, que bom seria se só pudessem nos roubar objetos…
Esses são meus silêncios Órfãos
Órfãos da inocência
Da confiança
Do colorido
Do brilho
Do Coração Aberto…
Esses roubos constroem muralhas
Trazem isolamento
Nos vestem de armadura
Enchem de neblina o horizonte
Escurecem o discernimento
Curvam as costas…
São silêncios que inundam os olhos
Que alteram nossa Essência
Mexem nas profundezas…
Mas eu sou boa em Mergulhos!
Me apaixonei pela arte de conhecer minhas sombras
E descobri que a aventura da Jornada está exatamente no desafio
Do Reflorir

