Qual a razão
De olhos
Tão atentos
Ao que está fora
E cegos
Para o que pulsa dentro?
Em que momento
A natureza deixou
De ser a Essência Primordial
E o sentir se calou
O silêncio acabou
A des-conexão chegou
E o Ter venceu o Ser?
Desaprendemos
O caminho da Alma
A frequência da própria Voz
O alimento do Coração
Esquecemos
Do nosso Jardim
E morremos para a
Única e Verdadeira Vida
A de Dentro
A que Contempla
Se Encanta
E Silencia
A única que
Incontestavelmente
Conhece o Amor
